Olisipo – Cidade portuária

Olisipo – Cidade portuária

“Olisipo seria uma cidade centrada na actividade portuária em época romana, sendo um reflexo deste impacto visível “novo género de vida” proporcionado pela Expansão, e a “atlantização” do povoamento mediante centros urbanos marcadamente marítimos.

As funções económicas de fundamento marítimo são mais que evidentes e onde os indícios de relações com portos italianos não faltam. Atendendo à importância do porto olisiponense, à sua excelente implantação geográfica e à rede de comunicações terrestres e fluviais que o serviam, a existência de rotas de longo curso com partida doestuário do Tejo é perfeitamente admissível, tanto mais que Olisipo ultrapassou Salacia, principal porto da época republicana, desde os primeiros tempos do Império.
O fórum romano, eventualmente um fórum corporativo estaria na zona da Rua da Prata, seguindo uma “ tradição de um espaço fortemente marcado pela vida portuária e comercial.” (Amaro, 1993, p. 187).

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«Still Image” retirado do Documentário»

Precisamente na Rua da Prata, as estruturas subterrâneas parecem articular-se com o espaço portuário do antigo esteiro do Tejo, a que são associáveis as cetariae, sugerindo mais uma interpretação como criptopórtico (Ribeiro, 1994), num contexto de urbe já organizada em época pré-romana e com indissociáveis funções portuárias.

A própria orientação Sudeste / Noroeste das três fábricas de salga romanas
descobertas na Rua Augusta sugere o aproveitamento da praia fluvial que se estendia ao longo do antigo esteiro, tendo esta instalação sido efectuada sobre vestígios anteriores de ocupação ibero-púnica, numa natural sobreposição que sugere o aproveitamento, muito antigo, da margem do esteiro

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« Ânforas romanas recolhidas no fundeadouro romano da praça D. Luis I e gravadas em estúdio criado nas instalações da ERA Arqueologia – Still Image” retirado do Documentário »

Entre os abundantes vestígios anfóricos encontrados no subsolo urbano de Lisboa, existem elementos de importações tais como ânforas vinárias de origem itálica, bética e tarraconense, gaulesa e de origem oriental na necrópole da praça da Figueira.”

Maria Luísa Blot
Os portos na origem dos centros urbanos. Contributo para a arqueologia das cidades marítimas e flúvio-marítimas em Portugal
Trabalhos de Arqueologia (28), IPA, Lisboa, 2003

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