Olaria romana – A produção de Ânforas

Ao longo dos vários séculos de ocupação romana da cidade de Lisboa existiram fortes ligações entre a produção dos preparados de peixe, com as suas fábricas bem atestadas arqueológicamente na actual baixa pombalina e ao longo do rio Tejo.

Estas fábricas e outras unidades de produção de bens alimentares eram servidas por olarias romanas onde se produziam ânforas para transporte destes bens alimentares para exportação para todo o império.

Olaria romana da Quinta do Rouxinol. Seixal © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Olaria romana da Quinta do Rouxinol. Seixal © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

“As valência portuárias da Lisboa romana são coisas muito complexas, tem a ver com a produção de bens alimentares e de outros que se fazia na própria zona do estuário. Temos as olarias romanas na margem esquerda, as unidades de produção de preparados de peixe na margem direita, temos provavelmente também produção vitivinícola e oleícola aqui na zona grande estuário, portanto estendendo-se a montante até Vila Franca e mais a montante ainda…”

Depoimento de Carlos Fabião retirado do documentário

***

O documentário apresenta estas evidências arqueológicas e reconstitui o fabrico das ânforas.

Para melhor compreensão do espectador, promovemos com o auxílio do oleiro tradicional Paulo Franco, a elaboração de ânforas usando métodos muito semelhantes aos de época romana.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

As ânforas que aqui se fabricam seguem em linha com o tamanho e forma das unidades produzidas nas olarias romanas, sendo copias fies das produções lusitanas atestadas nas escavações arqueológicas realizadas na Olaria romana da Quinta do Rouxinol, no concelho do Seixal.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Agradecemos ao oleiro Paulo Franco e à Olaria Tradicional de Álvaro Silvestre Gomes todas as facilidades concedidas para a realização das filmagens.

 

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