Estreia com lotação esgotada no Museu Nacional de Arqueologia

Decorreu no dia 10 de Outubro, no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa,  a estreia do Documentário “Fundeadouro Romano em Olisipo – O porto de Lisboa em época romana.

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O Director do Museu Nacional de Arqueologia, Dr António Carvalho, Raul Losada, autor do documentário, Miguel Lago da Era-Arqueologia, produção associada no filme e Cesar Figueiredo responsável pela recriação arqueológica 3D do documentário.

Perante uma assistência superior a 350 pessoas, e que encheu por completo a nobre sala da arqueologia Portuguesa.

Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia, esgotado para a estreia do documentário..

Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia, esgotado para a estreia do documentário..

Queria deixar a todos os presentes as nossas mais sentidas palavras de agradecimento,

Como produtor e autor deste filme foi um realizar de um sonho, apesar de todas as adversidades, consegui com o César Figueiredo, autor do recriação arqueológica  3D, e toda equipa que me acompanha levar a bom porto este documentário.

Raul Losada e César Figueiredo

Raul Losada e César Figueiredo

Deixamos uma marca, mostramos que é possível, que vale a pena divulgar a nossa cultura, e que existe ainda muito para contar e divulgar.

 

Esperemos que o documentário atinja projecção internacional e seja visto por muitas e muitas pessoas. Esse é o principal objectivo.

Obrigado a todos que com a vossa presença e mensagens de incentivo nos proporcionaram um grande dia e uma enorme realização.

Raul Losada

Recriação Histórica – documentario

Recriação Histórica

Numa parceria com a secção romana da Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal, entidade que se dedica à recriação histórica, foi possível produzir recriação histórica no documentário.

O documentário utiliza esta técnica de apoio e ilustração aos depoimentos.

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Apresentamos imagens retiradas do documentário.

O porto de Olisipo era um dos mais importantes de toda a fachada Atlântica. por aqui passava uma rota marítima que, desde o mediterrâneo, abastecia os exércitos de Roma estacionados na Britânia e Germânia Inferior, actuais regiões da Grã-Bretanha e parte da costa norte da moderna Alemanha.

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Desde o seculo I que surgem referencias dos autores antigos a uma intensa utilização do Atlântico pelos navios romanos, Olisipo e o seu porto certamente lucraram com a sua privilegiada localização.

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Hoje em dia, a partir de Gades e das colunas de Hércules, navega-se em todo o oceano Ocidental, contornando a Espanha e as Gálias. Quanto ao oceano Setentrional, ele foi percorrido na sua maior parte, quando, sob os auspícios do divino Augusto, uma frota fez a volta à Germânia até ao promontório dos Cimbros; (…).”

(Plínio, o Antigo, II, 166-168)

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Olisipo seria uma cidade centrada na actividade portuária em época romana, sendo um reflexo deste impacto visível “novo género de vida” proporcionado pela Expansão, e a “atlantização” do povoamento mediante centros urbanos marcadamente marítimos.

Por Raul Losada