Estreia do Documentário “Fundeadouro Romano em Olisipo”

Estreia do Documentário
“Fundeadouro Romano em Olisipo”

O Porto de Lisboa em Época Romana.

“Roman Anchorage in Olisipo”  – The Port of Lisbon in Roman Times.

Cartaz_DOC_Final_Web

Terá lugar, no Museu Nacional de Arqueologia, dia 10 de Outubro, às 16h00, a apresentação do documentário da autoria de Raul Losada com recriação arqueológica virtual 3D de César Figueiredo.

image1

A campanha arqueológica na Praça D. Luís I, que revelou um fundeadouro de época romana, forneceu inúmeras informações no que às relações marítimas de Olisipo com o Império Romano diz respeito. “Capital” portuária da província da Lusitânia, Olisipo seria uma cidade marítima aberta ao império, um dos mais importantes portos de toda a fachada Atlântica, ligando o Mediterrâneo ao norte da Europa, abastecendo os exércitos de Roma estacionados na Britânia e Germânia Inferior. Olisipo era ainda um importante centro de transformação de pescado e existiam na margem sul do Tejo várias olarias que fabricavam as ânforas em que eram exportadas as conservas.

Com depoimentos de arqueólogos envolvidos na campanha arqueológica e que oferecem uma abordagem geral à cidade romana de Olisipo, destaca-se a proposta inédita de reconstrução virtual 3D por César Figueiredo, que possibilita uma viagem com quase dois mil anos.

A estreia do documentário já tem Lotação Esgotada.
Lotação Esgotada

Anúncios

Olaria romana – A produção de Ânforas

Ao longo dos vários séculos de ocupação romana da cidade de Lisboa existiram fortes ligações entre a produção dos preparados de peixe, com as suas fábricas bem atestadas arqueológicamente na actual baixa pombalina e ao longo do rio Tejo.

Estas fábricas e outras unidades de produção de bens alimentares eram servidas por olarias romanas onde se produziam ânforas para transporte destes bens alimentares para exportação para todo o império.

Olaria romana da Quinta do Rouxinol. Seixal © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Olaria romana da Quinta do Rouxinol. Seixal © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

“As valência portuárias da Lisboa romana são coisas muito complexas, tem a ver com a produção de bens alimentares e de outros que se fazia na própria zona do estuário. Temos as olarias romanas na margem esquerda, as unidades de produção de preparados de peixe na margem direita, temos provavelmente também produção vitivinícola e oleícola aqui na zona grande estuário, portanto estendendo-se a montante até Vila Franca e mais a montante ainda…”

Depoimento de Carlos Fabião retirado do documentário

***

O documentário apresenta estas evidências arqueológicas e reconstitui o fabrico das ânforas.

Para melhor compreensão do espectador, promovemos com o auxílio do oleiro tradicional Paulo Franco, a elaboração de ânforas usando métodos muito semelhantes aos de época romana.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

As ânforas que aqui se fabricam seguem em linha com o tamanho e forma das unidades produzidas nas olarias romanas, sendo copias fies das produções lusitanas atestadas nas escavações arqueológicas realizadas na Olaria romana da Quinta do Rouxinol, no concelho do Seixal.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Oleiro tradicional Paulo Franco © Todos os direitos reservados / Imagem retirada do documentário.

Agradecemos ao oleiro Paulo Franco e à Olaria Tradicional de Álvaro Silvestre Gomes todas as facilidades concedidas para a realização das filmagens.

 

Documentário “Fundeadouro Romano em Olisipo”

Fundeadouro Romano em Olisipo

O Porto de Lisboa em Época Romana

 

Ao longo dos últimos dois anos, numa parceria com a ERA Arqueologia temos vindo a desenvolver um documentário sobre o porto romano de Olisipo.

O documentário leva-nos numa viagem ao porto romano de Olispo, a Lisboa romana. Uma importante descoberta arqueológica, efectuada durante a construção de um parque de estacionamento na Praça D. Luís I, em Lisboa, é o ponto de partida por uma viagem sobre as importantes relações marítimas e comerciais da antiga Olisipo.

Achados em estudio 4

Os trabalhos arqueológicos levaram à descoberta de um Fundeadouro de época romana, datado entre séculos I a.C. e século V d.C. Este é um local de características únicas no contexto arqueológico da cidade de Lisboa.

Em época romana este lugar seria uma pequena baía onde os navios romanos fundeavam no trânsito de cargas e passageiros, onde deixaram cair ao rio mercadorias que transportavam ou até se libertaram delas.

A análise dos materiais recolhidos no fundeadouro podemos recolher informações das relações marítimas de Olisipo com o Império, a sua relação com as actividades de produção de produtos piscícolas, a olaria romana lusitana na produção de ânforas, a cerâmica fina de importação, os produtos comercializados para exportados e importação pela cidade romana ao longo de meio milénio.

O filme, da autoria de  Raul Losada, é um trabalho, em muito aspectos inédito e inovador no panorama audiovisual português na temática da arqueologia.

MVI_0346

As propostas de ilustração e reconstituição arqueológica virtual 3D foram realizadas por César Figueiredo, tendo por base um vasto  trabalho de pesquisa, consultas  e reuniões, com diversos arqueólogos e especialistas na história da cidade.

Mapa_amostra

 

Veja o trailer em:
 

 

O Porto de Lisboa em Época Romana – The Port of Lisbon in Roman Times

Time Land Films • Telf: (+351) 915161112 • TimeLandFilms@gmail.com